Há quase seis meses sem campeonatos esportivos municipais, o esporte de Nova Ubiratã vive um cenário de abandono e frustração entre atletas, dirigentes e torcedores. Enquanto cidades vizinhas mantêm calendários ativos e incentivam competições regionais, os esportistas do município têm sido obrigados a viajar para outras cidades em busca de oportunidades para competir.
A paralisação das atividades esportivas locais evidencia a falta de planejamento e organização dentro da Secretaria Municipal de Esportes. Quadras vazias, ausência de torneios e nenhuma previsão concreta de retomada aumentam a sensação de descaso com uma área que historicamente sempre teve forte participação popular no município.
Nos bastidores, a situação também gera desgaste interno. Fontes ligadas ao esporte afirmam que o secretário adjunto enfrenta dificuldades para desenvolver ações, atuando de forma limitada e sem autonomia suficiente para destravar projetos e promover a retomada das atividades esportivas.
O assunto ganhou ainda mais repercussão após declarações feitas durante a última sessão da Câmara Municipal. Na tribuna, um vereador afirmou que o secretário adjunto estaria “apenas recebendo salário”, sem conseguir exercer plenamente suas funções dentro da pasta. A fala gerou forte repercussão nos bastidores políticos e levanta questionamentos graves sobre a condução administrativa da secretaria e a eficiência do serviço público.
Caso a declaração reflita a realidade administrativa, o episódio expõe um cenário preocupante: um servidor ocupando cargo público sem condições efetivas de atuação, enquanto a população segue sem retorno em uma das áreas mais importantes para a juventude e para o lazer da comunidade.
Enquanto isso, a alta gestão da pasta também tem sido alvo de críticas por priorizar compromissos políticos e viagens institucionais em Brasília. A participação na Marcha dos Prefeitos e agendas políticas distantes da realidade enfrentada pelos atletas locais vêm sendo vistas com indignação por parte da comunidade esportiva.
Entre os comentários mais recorrentes está a percepção de que, enquanto o esporte municipal permanece parado, a secretaria “vive de camarão e vinho na capital federal”, em referência ao contraste entre as viagens políticas e a ausência de resultados concretos para o esporte de Nova Ubiratã.
Atletas relatam que, além da falta de incentivo, muitos precisam custear do próprio bolso despesas com transporte, alimentação e inscrições para representar o município em torneios regionais. Para eles, o sentimento é de abandono.
“O esporte está esquecido. Quem quer competir precisa sair da cidade. Aqui não acontece mais nada”, relatou um atleta local.
Agora, atletas, dirigentes e moradores cobram respostas da administração municipal, transparência sobre as ações da secretaria e, principalmente, a retomada urgente do calendário esportivo, para que Nova Ubiratã volte a valorizar seus atletas e oferecer oportunidades dentro do próprio município.
























